É cafona, mas eu gosto!

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Às vezes desconfio que meu corpo é de mulher, mas  que a minha alma é de travesti.

O Clóvis Bornay que habita em mim não me deixa ser básica. Sou espalhafatosa, rio alto, me visto colorida, adoro mercado de pulgas, brechós, meu cafofo é atulhado de coisas divertidas, bregas kitsch…

Se invisto em um sofá preto basiquérrimo, já vou logo ajeitando umas almofadas com estampas vistosas e estilos dos mais diversos.

Se me visto com cores sóbrias, arremato o look com uma pulseira do tamanho da roda de uma carroça ou com um colar discretíssimo, tipo cinco mega rodelas das mais variadas cores neon.

É cafona? É.  Mas eu gosto!

E é tão suave assumir esse lado brega, dá até um toque de originalidade.

A maior parte das pessoas dizem que eu sou divertida. Mas acho que na real algumas pensam mesmo é que sou excessiva.

Talvez o sangue latino (português com espanhol) explique a queda pelo estilo enfeitado de ser.

Não vejo mal algum em colocar um anão de jardim no meio da sala, um pinguim de louça em cima da geladeira ou uma poltrona forrada de chita no quarto.

Mas mau gosto tem limite – na nossa casa boneca dorminhoca (horror dos horrores), bichinho de pêlo com cabecinha de mola (tenho verdadeiro pavor) e lembrancinhas do tipo ‘estive em Varginha e lembrei de você’ não entram nem sob decreto!

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