Casa dos bonecos

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*O Fabrício, aka querido, contribui mais uma vez com este bloguinho e relata o nosso fantástico mundo dos bonecos.

Eles estão por toda a casa. São dezenas, dos mais variados tamanhos e materiais. Tem de pano, plástico, resina e até alguns personalizados. É o lar de dois adultos (e um gato) sem filhos (por enquanto), mas dá pra chamar também de Casa dos Bonecos, porque sempre tem espaço pra mais um fazer parte da decoração, pra deleite dos nossos sobrinhos menores e dos filhos dos amigos que nos visitam.

Mas não fazem parte só da decoração. Eles contam um pouco da história de cada um de nós, pois assim como livros, discos, quadros e outros objetos que temos pela casa, os bonecos (sim, bonecos e não action figures – não somos desse tempo) representam lembranças, gostos pessoais e traços da personalidade de seus donos.

Como gostamos de filmes, músicas, HQs e desenhos, e temos vários amigos que também curtem e até desenham e produzem bonecos, fica fácil adquirir (ou ganhar) cada vez mais personagens pop pela casa. E a nossa tem de tudo: bonecos de pano (Paul McCartney, Woody Allen e Frida Kahlo) comprados para marcar cada visita recente que fizemos ao Rio, toys do Star Wars (série que a Fabi nem curte, mas ela não resistiu ao Darth Vader gordinho) e toda a família Simpson e outros habitantes de Springfield em versão mini, sem contar um Milhouse de feltro. Tem também os prediletos de South Park (Wendy, Cartman e Kenny), a obrigatória Mafalda de pano trazida de Buenos Aires, Pica-Pau, Batman & Coringa, Billy/Mandy/Puro Osso e os personalizados minibonecos artesanais Superfakes – pra quem fizemos diversas encomendas de bonecos exóticos (de Karl Lagerfeld a João Gilberto, passando pelo ex-presidente da Coreia do Norte).

Alguns destes bonecos tem histórias especiais: o predileto da Fabi é o Trony, o robozinho falante do fim dos anos 1980 que inspirou o logotipo do Casa de La Gracia e que foi comprado no sebo (que já fechou, infelizmente) de uma família de portenhos que morava em Floripa. No meio das quinquilharias de outro sebo, num shopping de antiguidades em Copacabana, veio o Elmo, dos Muppets, que fala e treme quando apertamos a barriga. O problema é que ele fala demais, até quando não tocamos no boneco, o que deixou o pobre muppet com fama de bicho fantasmagórico.

O boneco mais antigo da casa – e o meu xodó – é um Pelezinho que me acompanha há quase 33 anos. Tinha grande esperança de que o personagem desenhado pelo Mauricio de Sousa fosse escolhido como mascote da Copa de 2014 e que meu boneco original passasse a valer uma pequena fortuna, mas meus sonhos foram duramente destroçados pelo surgimento do Fuleco.

Menos mal, pois eu não queria me desfazer do amigo de plástico e deixar assim a Casa dos Bonecos sem o mais duradouro dos seus moradores que – assim como coração de mãe – sempre vai encontrar espaço pra mais um.

Ou dois.

Três, quem sabe…

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7 comments

  1. Cintia Teixeira says:

    Óin, é muita fofura! Deu vontade de fazer um inventário dos bonecos que habitam minha residência. E realmente este robozinho do brechó é o ouro. E o Paul, o Woody e a Frida de pano? <3 Sem contar aquele picapau serelepe. Fabrício honrou o bloguinho e mandou muito bem no post!

  2. Ally Collaço says:

    Estou feliz que vcs existem!! hahahaha Já estava me achando meio louca e solitária de colecionar bonecos e miniaturas!! Coleciono Playmobil e Lego figures; compro todo tipo de boneco ou objeto com tema Chaplin (cinéfila), e miniaturas fofas e diferentes!! Adoro ir em loja de criança e feira de artesanato. Já não me sinto mais tão louca e solitária!! hahahaha =) Obrigada por compartilhar! =)

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