Bonita e organizada

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A banqueta virou mesinha e local ideal para apoiar os livros de moda, música e design;

Amo a nossa casa, adoro enfeitá-la, trocar as muambas de lugar, espirrar cheirinho nos ambientes, ligar pontos de luz para valorizar alguns cantinhos …

Meu esfria cuca predileto é enfeitar, ajeitar, afofar almofadas e, tarefa boring mas necessária, limpar e organizar.

‘Cês’ vão dizer: que maluca, que neurótica!

Faço isso sem peso algum e na maior faceirice, pois desde pequena acompanho o carinho da minha mãe com as coisas do lar.

Tudo era muito simples, porém limpo, organizado, bonito e cheiroso. Ela sempre estava às voltas com uma cortina nova, almofadas, as rosas do jardim…

Era uma casinha modesta, mas impecável. Esse zelo sempre encheu meu pai de orgulho, de alegria e de vaidade. Até hoje a casa deles é linda, perfeita e até hoje ele senta na sala, olha ao redor do apê e suspira: “é incrível como a tua mãe tem bom gosto para arrumar cada cantinho!”

Quando a minha irmã mais velha fez 13 anos a mãe dispensou a empregada e mandou: agora é com vocês. Eu e minhas duas irmãs cuidávamos da limpeza da casa e para a mãe ficavam as tarefas de lavar, passar e cozinhar.

Éramos quatro pirralhos e certamente não era fácil lidar com tanta coisa e mais a função de nos educar e trabalhar fora. O pai viajava muito e toda a coordenação da nossa rotina era com ela: médico, dentista, reunião no colégio, tarefas escolares, ensinar a comer de boca fechada, a calçar o sapato direito, a não falar palavrão (o que não adiantou muito) …

Lembro direitinho o que ela me dizia quando eu ficava de corpo mole.

“Minha filha, na vida a gente tem que saber um pouquinho de tudo, inclusive arrumar uma casa, pois quando cresceres vais precisar. Se puderes pagar alguém saberás como pedir e, se não der, poderás tu mesma fazer e não vais passar aperto.”

Noção de realidade, minha gente!

Certamente mamãe transmitiu através de seus genes o traquejo para assuntos de cafofo e a filosofia de que não há casa bonita e aconchegante se nela não reinar o mínimo de ordem e higiene.

Na minha ‘concepçã’ não basta ter o objeto de design perfeito, a cortina com caimento lindo, o tapete uau!, é necessário saber cuidar disso tudo e ter uma ideia, ao menos, de onde guardou o carregador de celular quando precisar. Tô parecendo aquelas tias véias da TFP, né?

Sou não, muito pelo contrário. Mas aqui no mocó bagunça não entra! E nem pode. Como vamos nos encontrar num tsunami de discos, livros, revistas, CDs, DVDs, bijoux, cinto, bolsas…?

Mas batuta que sou e cheia dos pensamentos mirabolantes,  bolei alguns rituais e soluções que me ajudam a manter o mínimo de ordem  no cafofo e que não me cansam quando tenho que dar uma geral:

– Nicho e prateleiras para cada coisa;

– Cada grupo de objetos tem a sua gaveta, caixa, nicho…

– Não deixo para amanhã o que eu posso guardar hoje;

– Chego em casa: sapato na área de serviço, casaco no cabide e bolsa para o mancebo.

– Li um livro, revista ou jornal? Devolvo para o lugar onde encontrei ou costumam ficar.

– Louça suja: deixo amontoar no máximo dois dias. Só se for pouca, é claro!

– Bijoux: colares com colares, pulseiras umas com as outras, anéis em um mesmo espaço…

– Roupas sujas: faço três seleções: brancas, coloridas e novas ou delicadas. Junto o máximo de peças de cada uma e lavo separadamente em um único dia. Para as delicadas e novas, tenho saquinhos com zíper onde coloco-as para lavar.

– Secou? Dobro, guardo as que não precisam ser passadas e deixo em um cesto as que precisam. (D. Zilmabençoada é quem me socorre uma vez por mês)

– Diariamente o querido me auxilia,  ele lava a louça, faz o café e recolhe os lixos. Eu lavo, estendo e recolho a roupa, organizo a bagunça, limpo os calçados, varro o cantinho do Chico e dou uma mini geral no cafofo.

– Uma vez na semana limpo tudo, geralzona mesmo. O esquema é diarista de quinze em quinze dias para dar aquela força amiga nas tarefas pesadas e no intervalo, entre uma semana e outra, sou eu mesma que meto a mão na massa. Como tudo fica no seu devido lugar, a tarefa é bem mais tranquila. Pois não tenho que ficar catando embaixo do sofá o peru do Natal retrasado, nem esbarrar em um monte de roupa para guardar, lavar ou jogar fora…

E essa rotina de organização/limpeza nem me toma tanto tempo assim – escrevo para vocês, cuido da casa, tenho o meu trabalho, freelas, marido, um gato e disposição para mais um montão de coisas.

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