Artes e Usados

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Há dois sábados está rolando em Floripa, na parte mais antiguinha do Centro, uma feira de Artes e Usados. No primeiro dia de evento, eu e querido fomos dar um conferes na programação e voltamos de lá faceiros que só com a movimentação de tanta gente bonita com a esperança de que agora vai e que aquele espaço tão fervilhante da cidade finalmente será adequadamente utilizado .

Como moradores do Centro ficavámos muito borocochôs com a falta de atividade naquela área tão bacana, entre as ruas João Pinto, Tiradentes, Antônio Luz, Victor Meirelles e arredores. É por ali que estão os bares que costumeiramente frequentamos – o Noel, a Kibelândia e um pouquinho mais além, o Gato Mamado –  os sebos, os brechós e a  querida 55, misto de galeria de arte, brechó e celeiro de um montão de criações descoladas.

Depois de uma semana polar, com temperaturas congelantes, o sol apareceu no primeiro dia de feira para completar a alegria que tomou conta das ruas. Encontramos muita gente conhecida e feliz com a iniciativa. Enquanto uns faziam a maratona entre as ruas participantes, outros tiraram seus tesouros do armário e armaram o ‘lojinha’ ali no chão mesmo e os mais alegrinhos bebiam sua cervejinha e arriscavam uns passos ao som de Clara Nunes no Canto do Noel. Era empolgante ouvir como os visitantes e comerciantes, como o Júlio, do Gato Mamado estava cheio de ideias e de motivação com o novo rumo que a cidade está tomando.

Ruas foram fechadas com móveis, antiguidades, roupas e vinis, bares movimentados com bandas e atrações culturais típicas da Ilha, feirinha de artesanato, gente bonita circulando, sambando e consumindo cultura. Não fosse pelo boi de mamão e pelo samba, este astralzinho nos levou de volta a San Telmo, em Buenos Aires, onde passamos quase um domingo inteirinho inebriados com tantas lindezas e agitação cultural. Neste dia quase tomei um corridão de um expositor por pechinchar um vinil duplo dos Rolling Stones. Joselita, define!

A Feira de Artes e Usados faz parte do projeto Viva a Cidade e está dando um up à nossa querida Ilha,  que está mais madura, alegre e cosmopolita.  A ideia de humanizar o Centro com o fechamento de algumas ruas, também acontece nas noites de quintas e sexta-feiras quando os bares estendem suas mesas além do ambiente interno. Na última sexta estivemos no Gato Mamado e a bandinha de blues tocando na calçada foi um arraso.

Se joguem!

Feira de Artes e Usados: Aos sábados, das 09 às 16 horas

Local: Ruas João Pinto, Tiradentes, Antônio Luz, Victor Meirelles e suas transversais

Quem procura acha: vinis, antiguidades, roupas, artesanatos, atividades culturais, samba, feijoada, acessórios, toy art, móveis, livros, revistas, objetos de decoração…

* O único ‘porém’ da Feira vai para um músico (acho que contratado) que tocava um som bastante fora do contexto da proposta do evento.

 

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4 comments

  1. Andreia says:

    A Feira visa resgatar a importância da cultura de Florianópolis, estamos no Antigo Hotel Royal e estaremos prestigiando neste sábado a feira. Conforme o presidente do CDL, é preciso haver a união dos comerciantes e dos moradores da região para que esta região tenha sua revitalização de fato realizada. Por inúmeras vezes me deparei com fotógrafos (turistas) prestigiando nossa região e me questionei se seriam aquelas imagens que eu gostaria de encontrar como fonte de referência de nossa cultura. Tragam suas famílias, participem, prestigiem. O centro histórico e cultural de Florianópolis precisa estar interligado socio culturalmente seja do lado direito ou esquerdo de nossa figueira!
    Parabéns aos idealizadores e parabéns aos que prestigiam!!!

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